Com previsão de investimentos de R$ 300 milhões ao longo de quatro anos, o projeto Nova Vila, iniciativa que visa ressignificar um antigo espaço de mineração em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi celebrado nesta terça-feira (5 de setembro) em evento no município. O protocolo de intenções foi assinado nesta tarde entre o Governo de Minas Gerais, a AngloGold Ashanti e a construtora Concreto. O projeto também conta com o apoio da Prefeitura de Nova Lima e passou a compor o portfólio de projetos da Invest Minas, Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais.
Durante o evento, as autoridades visitaram a antiga área industrial da mineradora, que se transformará em um espaço com centros culturais, áreas verdes, comércio, serviços, moradias, entre outros, sendo todos os recursos da iniciativa privada. Além disso, também haverá atividades de educação e economia criativa voltadas para a inovação na indústria. Mais de 19,6 mil metros quadrados de estruturas históricas serão revitalizados. Ainda está prevista uma nova via de 2 km de extensão e de uma ciclovia que pretende melhorar a mobilidade urbana na área central da cidade.
O local, onde ficavam as antigas Mina Velha e Mina Grande, em funcionamento entre 1834 e 2003, conta com 260 mil metros quadrados, sendo 25% reservados para corredores ecológicos e áreas de preservação da Mata Atlântica. As expectativas são de gerar 350 empregos temporários diretos e outros 600 indiretos, além de 260 postos de trabalho permanentes.
“Essa mina foi fechada há quase 20 anos. Desde então, o que Nova Lima tem é uma área enorme cercada dentro da cidade. E o que Nova Lima vai ter agora é uma ligação direta da entrada da cidade com o centro”, destacou o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo).
Para o vice-governador, essa é uma mudança completa da lógica do centro de Nova Lima a partir de um projeto de recuperação de mina. “Isso é muito importante para Minas Gerais. Nós temos inúmeras minas no Estado, algumas delas dentro de cidade como é o caso dessa, mas todas elas com algum tipo de problema no momento do fechamento em que o que sobra é só a cava, e nós temos que ter condição de trazer, transformar essas cavas em riqueza para a cidade novamente porque a cidade continua. Esse projeto pode servir de exemplo a dezenas de outros projetos de recuperação de áreas de mina fechada daqui em diante”, disse ele.
Fonte : Google.
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